5 Dicas para o sucesso na utilização do Prezi
31 Janeiro, 2017

Entre o conforto e o pânico

Às vezes dou comigo a pensar que as pessoas nas empresas estão numa de duas zonas: na de conforto ou na de pânico.
Tipicamente, na zona de conforto estão as pessoas com contratos sem termo, na faixa etária 40 – 60 anos, mas sem um propósito profissional, nem esperança, porque acham que as coisas vão ser sempre assim. Lamentam-se mas não mudam, porque precisam do ordenado no final do mês. Cumprem o horário e esperam ansiosamente pelo fim de semana, pelos feriados (se possível com pontes), pelas férias e, a longo prazo, pela reforma. A relação laboral é penosa, sem vínculo psicológico, o que as leva a procurarem o clube desportivo, o café, os amigos, … e outros grupos para satisfazerem as suas necessidades gregárias … O resultado é o desinteresse, a perda de foco e a ausência de compromisso, com a inevitável redução no desempenho e na produtividade.
Na zona de pânico estão pessoas mais novas, dominantemente entre os 25 e os 40 anos, muitos deles com níveis elevados de qualificação mas com vínculos laborais precários. Para eles a vida profissional é bipolar: trabalham, procuram trabalho; trabalham, … . Em certa medida, vivem profissionalmente de forma intermitente entre o trabalho e o desemprego. Às vezes um ou outro é bafejado pela sorte e encontra a oportunidade de concretização do seu propósito profissional. Outros fartam-se e emigram, mas muitos desistem e acabam a viver com o que ganham aqui e ali, bem como com o apoio de pais e avós. O resultado é a perda de esperança e vidas que acontecem sem deixarem marca, ou seja, sem contribuirem para que a sociedade que os gerou fique um pouco melhor.
A ambivalência entre a zona de conforto e a zona de pânico é perniciosa, mas há uma alternativa que gera mais retorno para as pessoas, para as empresas e para a sociedade: a zona de desafio. Esta zona, situada entre o conforto e o pânico, é aquela que desafia as pessoas a superarem-se, mas que só é possível com práticas de liderança que promovem o vínculo psicológico, o orgulho de pertença e a satisfação das necessidades gregárias das pessoas. Um estilo de liderança que as nossas empresas podem implementar, para manterem permanentemente as pessoas na zona de desafio e assim reforçarem o compromisso, o foco, o desempenho e a produtividade da sua força de trabalho.