O valor do respeito
25 Maio, 2018
O Valor das Academias Corporativas
13 Julho, 2018

Nos últimos anos, tenho trabalhado com responsáveis de muitas empresas, algumas PME’s. Os contatos com estas empresas têm sido uma singular oportunidade para aprofundar o meu know how sobre os modelos e prática de negócio e de gestão neste segmento empresarial, mas também para confirmar a sua importância para a sociedade portuguesa, em termos económicos, mas também sociais. A minha admiração e o respeito por muitos destes empresários e gestores é enorme, porque, no fim do dia, muitas vezes sós, são eles que proporcionam, com uma criatividade, determinação e resiliência inigualáveis, a oportunidade de muitas pessoas, por vezes famílias inteiras, terem uma vida digna. O Estado deve muito ao que os empresários e gestores destas empresas fazem pela coesão e pelo equilíbrio social no nosso país.

As PME’s são agentes de criação de valor cuja relevância económica e social é já hoje inquestionável, mas que pode ser ainda maior, se estas empresas potenciarem as oportunidades geradas pelas constantes evoluções tecnológicas, dinâmicas das sociedades e mudanças nos comportamentos dos consumidores. Para isso, basta que os seus responsáveis comecem por implementar algumas mudanças nas suas práticas e rotinas do dia a dia, a primeira das quais é, sem dúvida, deixar de tratar e realiza tarefas “urgentes”, muitas vezes “cristalizadas”, sem propósito e de baixíssimo valor acrescentado, para se focarem naquilo que é verdadeiramente importante e crítico para o desenvolvimento das suas atividades empresarias, nomeadamente reflexão, clarificação e formulação da visão e da estratégia de negócio, de modo a redesenharem (se necessário) o seu modelo de negócio, a (re)organizarem a estrutura produtiva e a alinharem, motivarem e comprometerem as pessoas com as metas e os objetivos que pretendem alcançar.

Em muitas destas empresas, o hábito de executar tarefas operacionais no dia a dia está de tal forma enraizada que abandoná-lo, para realizar outras de natureza mais estratégica, tendo em vista assegurar o futuro da empresa e dos negócios, nem sempre é fácil, porque requer que os seus responsáveis comecem por mudar a forma como pensam a empresa e o negócio e só depois passem à ação. O que está em jogo é retirar o foco da operação, quando muito da liderança de equipas operacionais, colocando-o na liderança estratégica, na qual o negócio e a empresa são os faróis que guiam e determinam o pensamento e a ação dos responsáveis por este importante segmento de empresas do tecido empresarial português, reforçando assim o valor económico e social que geram, mas sobretudo potenciando a sustentabilidade do negócio e da própria empresa.

 

José Duarte Dias

Paradoxo Humano

Managing Partner

jduartedias@paradoxohumano.com