O Valor das Academias Corporativas
13 Julho, 2018

As empresas que decidem apostar na implementação de uma Academia Corporativa (AC) devem saber que o primeiro passo consiste em avaliar criteriosamente a sua real necessidade. Essa avaliação passa pela análise de como é que a aprendizagem contribui para a concretização da visão e da estratégia e quais as áreas de conhecimento, os percursos e os programas de formação e desenvolvimento que estão em linha e são realmente uma mais valia para a empresa no presente, mas criando igualmente condições para a projetar no futuro.

Quando a decisão é avançar o primeiro passo consiste em fazer com que a AC seja percebida no interior da empresa como uma entidade com identidade própria, e não como mais um órgão de estrutura, com autonomia financeira e de gestão, bem como técnica, científica, pedagógica e funcional, criando-se assim condições para que o relacionamento entre ambas seja simétrica e profissional. Para que tal aconteça, a primeira tarefa consiste em formular um modelo que assegure a sua sustentabilidade financeira, atribuir um nome, desenhar um logo e desenvolver uma imagem próprios e formular uma visão que consubstancie e projete a ambição da AC no futuro, redigir uma declaração de missão que explicite a sua razão de ser e definir os princípios e valores que hão de pautar a ação e os padrões de comportamento dos seus membros.

Concluídas as duas fases anteriores a empresa está então em condições para arrancar e colocar em produção a AC. Para isso, deve começar por definir as iniciativas de formação e de desenvolvimento que vai implementar e escolher os programas, especialistas e recursos que melhor servem os respetivos objetivos e selecionar uma metodologia que meça o respetivo sucesso. Em paralelo deve começar a trabalhar com a área de marketing na criação e implementação de um plano de comunicação que assegure que a proposta de valor da AC chega a todas as áreas da empresa, evidencia o ROI potencial que lhe está associado, mostra que a aprendizagem e a produção de conhecimento são duas atividades nucleares na criação de valor nas economias desenvolvidas e releva os benefícios decorrentes da retenção das pessoas que valorizam e usam a educação executiva e a formação continua na transformação de capacidades em competências que são críticas para a empresa.

 

José Duarte Dias

Managing Partner

Paradoxo Humano, Lda